sexta-feira, 24 de julho de 2009

Há uns dois meses atrás...

Jéssica, você é muito bonitinha! Gosto de você! Você não é leve nem pesada. Quer dizer, você é leve e pesada. E eu tenho a impressão que isso é bom, amiga.
O meu hoje é me resgatar. Acho que me simplifiquei demais nos últimos três anos. Havia alguma coisa na minha cabeça que me dizia que construir uma família e vivenciar a realidade (saca? pessoas indo à padaria de manhã, levando seus pets e filhos para dar uma volta; ou, aquelas que não tem filhos nem pets, saindo para ir trabalhar, estudar, comer fora, indo ao cinema, rindo em volta de pessoas, rindo uma risada simples... Isso! Saca pessoas simples? Realidade real simples?) não casava com todo o resto que acontece dentro de mim, que é o meu lado pesado - ou não, depende do ponto de vista.
É assim, eu penso muito! Eu imagino muito! Eu recebo muitas mensagens que eu não sei de onde vêm. Isso é bom e é ruim. É bom porque enxergo a melhor parte da condição humana que me acomete. Esse cérebro me afasta das pessoas da sala de jantar, ocupadas em nascer e morrer - Mutantes, lembra? É ruim porque meu verbo é cuidar. Eu nasci para isso. Cuidar de (e, portanto, conviver com) mãe, irmãos, marido, filhos, amigos. E, não sei, parece impossível conciliar essas coisas.
Na verdade, é um pouco além disso. Quando meu lado simples está “ativo”, eu consigo numa boa conviver com as pessoas. O problema é quando eu preciso mais, de mim e das pessoas. Eu preciso falar e escutar coisas (ou deixar de falar e escutar coisas, em algumas ocasiões...) que não acontecem, simplesmente porque essas pessoas parecem não ter esse lado...
Sei lá, eu não quero o simples a todo momento. É mais forte que eu. Não sei se será assim nos próximos meses, nos próximos anos, mas hoje é assim. Eu briguei pela prevalência da leveza até o último instante, tentando fugir do peso e de outros sentimentos que me atingiriam, irremediavelmente. Mas fui obrigada, literalmente, a me desgarrar dessa luz (?).
Não tenho a menor pressa em te explicar essa real, mas isso vai acontecer um dia, e você entenderá melhor. O que eu acho importante te dizer nesse momento é que uma pessoa em especial está me ajudando a iniciar um processo de resgate de mim mesma, que, no presente momento, traz à tona tudo isso. Porque o pesado assusta, dói, mas é parte de um eu de quem não desisto mais.
Você continua tendo esses encontros? Espero que sim.
Vou agora mesmo ver se meu irmão me ajuda a criar essa porra de MSN.
Beijo

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