terça-feira, 4 de agosto de 2009

Trecho da última entrevista concedida (TV Cultura, 1977)

J.L. Você se considera uma escritora popular?
C.L. Não.

J.L. Por qual razão?
C.L. Bom, me chamam até de hermética. Como é que posso ser popular sendo hermética?

J.L. E como você vê essa observação que nós colocamos entre aspas: hermética?
C.L. Eu me compreendo. De modo que eu não sou hermética, pra mim... Bom, tem um conto meu que eu não compreendo muito muito bem.

J.L. Que conto?
C.L. O ovo e a galinha.

J.L. Entre os seus diversos trabalhos, sempre existe - e isso é natural - o filho predileto. Qual aquele que você vê com mais carinho até hoje?
C.L. O ovo e a galinha, que é um mistério pra mim. (...)

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